Mesmo registrando um dos maiores resultados de sua história, o Santander encerrou 2025 promovendo cortes no quadro de funcionários e no número de agências no Brasil. O banco alcançou lucro líquido gerencial de R$ 15,615 bilhões no ano, crescimento de 12,6% em relação a 2024, o que contrasta fortemente com a política de enxugamento adotada ao longo do período.
Somente no quarto trimestre, o lucro foi de R$ 4,086 bilhões, alta de 1,9% em comparação ao trimestre anterior e o maior resultado trimestral dos últimos quatro anos. Ainda assim, o Santander terminou dezembro com 49.661 funcionários, número 2.086 menor do que o registrado no trimestre anterior. Em 12 meses, o banco demitiu 5.985 trabalhadores.
A redução também atingiu a rede de atendimento. A instituição finalizou o ano com 916 agências no formato “lojas”, 45 a menos do que em setembro. No acumulado de um ano, 323 unidades foram fechadas, limitando o acesso presencial de clientes, especialmente em cidades de pequeno porte.
Na base do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, as agências de Itaporanga, Piraju e Fartura foram fechadas no ano passado, aprofundando a precarização do trabalho e comprometendo o atendimento à população. A redução do quadro de funcionários impõe sobrecarga às equipes restantes, intensifica metas cada vez mais abusivas e agrava o adoecimento físico e mental dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, o fechamento das agências amplia a exclusão financeira, forçando clientes a recorrerem a canais digitais que não atendem plenamente suas necessidades.
Racionamento de pão
Além de promover demissões e fechar agências sob a justificativa de redução de custos, o Santander agora mira sua navalha no café da manhã dos trabalhadores. Em circular interna, a instituição determinou o racionamento da verba destinada à alimentação, limitando a um único pão por dia para cada bancário. Como se a medida já não fosse suficientemente mesquinha, ela ainda exclui vigilantes, profissionais da limpeza e demais terceirizados, que simplesmente deixam de ter direito ao alimento. Vergonha!

