O Itaú demonstrou, mais uma vez, ser o maior inimigo da manutenção do emprego dos seus trabalhadores. No dia 21, lançou o “Itaú Emps”, uma nova plataforma que utiliza inteligência artificial generativa para auxiliar na gestão financeira de empresas.
O aplicativo é 100% digital e voltado a pequenos negócios e profissionais autônomos com faturamento anual entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões. A plataforma oferece atendimento 24 horas via IA e disponibiliza relatórios, análises de tendências e recomendações personalizadas conforme o perfil do cliente.
Aumento de empreendedores
Atualmente, o Brasil conta com 23 milhões de empresas ativas, das quais 2,2 milhões foram abertas apenas no último ano. De acordo com o banco, 33,4% da população adulta participa de algum tipo de negócio, e 47 milhões de brasileiros têm vínculo direto com atividades empreendedoras.
Para analisar o perfil dos empreendedores brasileiros, o Itaú encomendou uma pesquisa à Quaest Pesquisa e Consultoria, que entrevistou 600 empreendedores, sendo 75% homens e 25% mulheres, que atuam, em média, há oito anos no mercado.
De acordo com o estudo, uma das maiores demandas é por orientação prática e acessível, com soluções simples e disponíveis a qualquer hora. Sobre a relação com a tecnologia, para 44% dos entrevistados, a inteligência artificial já faz parte da rotina. A maioria usa as ferramentas para marketing e vendas (70%), edição de imagens e vídeos (65%), para decisões financeiras (25%) e otimização do fluxo de caixa (23%).
Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, apesar da inteligência artificial ser uma realidade, ela não substitui o valor do atendimento humano. O conhecimento, atenção, dedicação e cuidado dos gerentes PJ continuam sendo insubstituíveis.
Ao invés de investir milhões em tecnologias que simulam a inteligência humana, o Itaú deveria valorizar e respeitar seus trabalhadores que se desdobram para atender o público com excelência, mesmo diante de condições de trabalho precárias.