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Senador Cid Gomes dá boné do Santander para presidente do BC e sugere que ele volte a trabalhar no banco espanhol

28/04/2023

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, realizada no último dia 26 de abril de 2023, o senador Cid Gomes denunciou os verdadeiros interesses do trabalho de Roberto Campos Neto, a frente do Banco Central.

Ele lembrou que o presidente do BC ocupou diversos cargos no Santander, antes de receber a indicação para liderar a maior instituição financeira do país, que atualmente é responsável pela manutenção da taxa de juros do Brasil em 13,75%. O índice tem sido alvo de diversas críticas de especialistas, que apontam que a taxa é a maior do mundo atualmente, e impede a adoção de políticas de crédito para a maioria da população, o que alavancaria a economia nacional.

Afirmando que Campos Neto tem defendido os juros altos por ser um aliado público do ex-presidente Jair Bolsonaro e um operador do mercado financeiro privado dentro do Banco Central, o senador entregou um boné do Santander para ele e declarou: “peça para sair!”

 

Outro lado

Visivelmente constrangido, o presidente do BC voltou a dizer que a alta taxa de juros é a única forma de combater a inflação, justificando que sua atuação é técnica. Entretanto, sua desculpa de que aumentou os juros durante o período eleitoral, para tentar desvencilhar sua imagem de bolsonarista, não colou. Especialistas apontam que toda decisão econômica é decorrente da política e que foi preciso aumentar os juros em 2022 devido ao descontrole causado pelo aumento dos combustíveis e medidas desesperadas com ex-presidente em busca de reeleição, como a aprovação da PEC Kamikaze, a destinação de verbas para setores específicos, como dos caminhoneiros e taxistas, bem como, o aumento do valor do antigo Auxílio-Brasil.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região sempre se posicionou contra a autonomia do Banco Central (aprovada em 2021 pelo governo Bolsonaro). O BC tem que servir para o desenvolvimento e impulsionamento da economia brasileira e não interesses do mercado financeiro. “Não existe Banco Central independente. Se não é o governo que o comanda, alguém o faz”, explicou Paulo Tonon, diretor da entidade.

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