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Santander quer começar a unificar funções em 2019

04/01/2019

Bancos: Santander

Não é de hoje que o Sindicato denuncia a falta de funcionários nas agências do Santander. Acumular função, não é solução!

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Em meados de dezembro, numa reunião com representantes do movimento sindical em São Paulo, o Santander confirmou que começará a unificar funções nas agências a partir de 2019.

Apesar de não ter dado muitos detalhes sobre as mudanças, informou que os trabalhadores que ocupam os cargos de caixa, agente comercial, coordenador de agência, gerente Pessoa Física e assessor Pessoa Física passarão a ser gerentes de negócios e serviços.

Os representantes do banco disseram que não haverá terceirização de funcionários, e que haverá jornadas de seis e de oito horas.

Em defesa dessa ideia de transformar praticamente todo mundo em gerente de negócios e serviços, os representantes do Santander afirmaram que o modelo atual de agência vai acabar, e citaram farmácias e companhias aéreas como exemplos de empresas onde os funcionários exercem várias funções. Para eles, as mudanças devem dar mais “dinamismo” ao atendimento.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, não é transformando os funcionários em “pau pra toda obra” que o Santander vai melhorar o ambiente das agências. Se quiser um atendimento mais “dinâmico”, o banco deve investir na contratação de mais funcionários.

“O Santander aumentou o seu quadro de funcionários em mais de mil funcionários no ano passado, porém, com o tanto de gente demitida anteriormente esse número é irrisório”, afirma Maria Emília Bertoli, funcionária do Santander e diretora do Sindicato.

É importante que os trabalhadores tenham bem delimitada a sua área de atuação, até para se protegerem de eventuais abusos por parte das empresas. É comum o adoecimento do trabalhador quando este acumula inúmeras atribuições.

O setor bancário está entre as categorias com maior número de afastamentos pelo INSS. Isso ocorre porque naturalmente o serviço bancário é estressante. Por isso, sua jornada é disciplinada pelo Art. 224 da CLT, limitando sua atuação à seis horas de trabalho.

Os banqueiros continuam criando cargos gerenciais, mas na prática esses cargos não tem qualquer poder de gestão, só servindo para explorar ao máximo o bancário. Estamos de olho, Santander!

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