O Itaú foi eleito pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região como o “Pior Banco do Ano”, título que simboliza um conjunto de práticas marcadas por desrespeito aos trabalhadores e à população. Mas ele não esteve sozinho, outros bancos também se destacaram negativamente e completaram o pódio nada honroso de 2025. Veja abaixo!
2º LUGAR NO PÓDIO: SANTANDER

Banco garantiu a medalha de prata, investindo na:
- Terceirização: o banco intensificou a contratação de terceirizados e pessoas jurídicas para realizar vendas dentro das próprias agências, precarizando as relações de trabalho;
- Fechamento de agências e desrespeito à população: Ato em abril denunciou o descaso do Santander de Piraju, que antes de encerrar as atividades da agência, fez com que idosos com mais de 80 anos e diabéticos enfrentassem horas de espera para atendimento. Além disso, os funcionários só foram informados sobre suas realocações no próprio dia do fechamento;
- Elitização: a agência Altos, localizada na Praça Portugal, foi transformada em um modelo “Work/Café”, restringindo o acesso e desvalorizando o atendimento bancário tradicional;
- Falta de funcionários e demissões: agências de Bauru e região enfrentam redução do quadro de pessoal, sobrecarga de trabalho e demissões injustificadas.
3º LUGAR: BANCO DO BRASIL

Diante do aumento da inadimplência entre produtores rurais e da queda na lucratividade, o Banco do Brasil buscou se reposicionar no mercado adotando uma política agressiva semelhante à das instituições privadas, priorizando resultados financeiros a qualquer custo.
Como consequência, foi imposto um ambiente de assédio institucionalizado, marcado por metas inalcançáveis, ameaças de descomissionamento e pelo crescente adoecimento mental e físico dos trabalhadores. Medalha de bronze para o BB!
FORA DO PÓDIO, MAS POR MUITO POUCO
Bradesco, Caixa e Mercantil também tiveram destaque negativo ao longo de todo o ano de 2025.
- Bradesco: Encerrou as agências de Cerqueira César e Fartura e promoveu uma série de demissões controversas, como a de um trabalhador PCD (Pessoa com Deficiência; de uma funcionária que havia acabado de retornar de licença para tratamento de fertilização; e de um gerente geral que tinha retornado de afastamento por depressão. Papelão!

- Caixa: Reduziu postos de trabalho e fechou as agências da Getúlio e do Vista Alegre, em Bauru; impôs a aprovação do Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa sem negociação com a oposição bancária e sem apresentação da íntegra do documento em tempo hábil para avaliação; e alterou as regras do SuperCaixa, passando a condicionar o pagamento da recompensa ao cumprimento semestral das metas, de forma coletiva por agência, somente quando atingidos 100% ou mais dos objetivos estabelecidos. Nem parece banco público!

- Mercantil: Gastou entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões com o cantor Roberto Carlos em propaganda enquanto funcionários e clientes enfrentam abusos e precarização; demitiu dirigentes sindicais; empurrou empréstimo consignado a aposentados e pensionistas; e propôs R$ 1,2 bilhão como meta necessária para que a PLR do programa próprio fosse distribuída aos empregados. São tantas decepções!




