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Sindicato dos Bancários e Financiários
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Qual será o papel dos bancos públicos no próximo governo?

02/10/2018

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Diante de uma eleição tão dividida e com projetos políticos tão diferentes para o Brasil, é impossível que uma entidade de luta, como o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, não se manifeste sobre o que considera melhor para os trabalhadores. Afinal, a entidade é um instrumento de classe.

O Sindicato não considera correto indicar um candidato, como a Contraf-CUT faz com o PT. No entanto, devemos debater sobre questões do cotidiano dos trabalhadores.

Na edição do jornal “Bancários na Luta”, da semana passada, o Sindicato lembrou quais foram os candidatos à deputados e senadores que votaram pela reforma trabalhista e pela terceirização irrestrita. Para a entidade, quem retira direitos dos trabalhadores e fragiliza relações de trabalho não merece voto de trabalhador.

Aproveitando o debate sobre as eleições que ocorrerá no domingo (7), o Sindicato lança uma campanha em defesa dos bancos públicos e contrária às privatizações de setores estratégicos para a soberania do Brasil.

“O reaquecimento da eco nomia passa pelo acesso à população aos serviços bancários e à expansão do crédito para os trabalhadores formais e informais”, afirma Paulo Tonon, funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato de Bauru.

Há vários exemplos da importância dos bancos públicos aos brasileiros. Sem eles, menos estudantes chegariam às universidades. O mesmo vale para a agricultura familiar, aonde o Banco do Brasil financia 70% dos financiamentos pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O financiamento imobiliário também é mais acessível graças a Caixa Federal.

“É função dos bancos públicos democratizar a economia investindo em todos os estados brasileiros e incentivando programas sociais que beneficiem a maioria da população”, afirma Alexandre Morales, funcionário da Caixa Econômica Federal e diretor do Sindicato.

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) também tem papel essencial no desenvolvimento do Brasil, financiando máquinas, veículos e equipamentos para a indústria nacional. Além disso, ele financia a construção de estradas, o transporte de cargas em trilhos e o setor de energia.

Acompanhe abaixo como os principais candidatos à presidente se posicionam sobre privatizações e o papel dos bancos públicos no país.

BOLSONARO – PSL
Defende as privatizações de mais de 70 estatais. Estudará a privatização do restante. No caso da Petrobras, admite a privatização “se não tiver uma solução”.  É contra a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

HADDAD – PT
Promoverá uma reforma bancária, adotando uma tributação progressiva para os bancos que estabelecerem juros menores. Usará os bancos públicos para estimular a reindustrialização, com financiamento mais barato.

CIRO – PDT
Adotará medidas para aumentar a competição entre bancos e reduzir juros. Usará o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES para estimular a economia, investindo em obras de saneamento e moradia.

GERALDO – PSDB
Defende privatizar empresas estatais para liberar recursos e aumentar a eficiência.

MARINA – REDE
Analisará a privatização de empresas estatais. Não privatizará a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

BOULOS – PSOL
Defende o fortalecimento das empresas públicas. Irá reverter as privatizações e retomar o controle nacional da Embraer. É contra a privatização da Petrobras.

MEIRELLES – MDB
Privatizar é prioridade. Irá privatizar mais empresas públicas.

 

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