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Programa de Diversidade apresentado pelo Itaú decepciona bancários e entidades sindicais

10/01/2022

Bancos: Itaú

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O Itaú apresentou, no último dia 17 de dezembro, seu programa de Diversidade para 2022. A proposta é resultado da luta dos trabalhadores por igualdade salarial entre homens e mulheres, brancos e negros, além do combate ao preconceito contra pessoas com deficiência e integrantes da comunidade LGBTQIA+.

Entretanto, representantes sindicais avaliam que a proposta, apesar de iniciar um debate importante, ainda está muito distante do que era almejado pelos bancários. Pautas como a discriminação dos trabalhadores mais experientes, a intolerância religiosa e política, bem como, a inclusão e contratação de negros e portadores de deficiência no atendimento bancário nas agências e diversidade nos cargos de gestão, não estão no radar do banco para serem implementadas a partir do próximo ano.

A agenda sugerida pelo Itaú prevê a contratação de jovens que estão sob a tutela do Estado (após serem afastados das famílias ou que foram abandonados por elas e vivem em abrigos públicos), desde que em idade apropriada, para atuar no banco pelo programa Jovem Aprendiz, o que alçaria jovens negros e, principalmente, mulheres jovens e pretas. Já quando o assunto é a inclusão da população LGBTQIA+, o banco propõe respeito aos nomes sociais e implementação de protocolo de acolhimento nos ambientes de trabalho, além de treinamento de médicos para melhor atender pessoas trans. No pilar das pessoas com deficiência seriam feitos investimentos no aprimoramento da acessibilidade de ferramentas de trabalho e treinamentos específicos.

Fechamento de agências e banco de horas

Na reunião, o Itaú não apresentou nenhum avanço sobre assuntos como o fim das demissões, o fechamento de agências e banco de horas. O movimento sindical denunciou que muitos desligamentos estão ocorrendo pela imposição de metas abusivas e avaliações de performance. Outro ponto apresentado foi de que os fechamentos estão sobrecarregando os locais de atendimento ao público e faltam cadeiras e mesas para os trabalhadores.

Sobre o acordo do banco de horas negativas, que vence em agosto de 2022, também houve preocupação, já que o Itaú informou que atualmente 1.503 trabalhadores estão devendo entre 50 e 200 horas; outros 515 devem entre 200 e 400 horas; e 764 vão precisar repor mais de 400 horas.
A intenção do movimento sindical é dialogar com os bancários para encontrar uma solução para estes problemas.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região é um absurdo que o Itaú siga sem apresentar algo concreto, tanto na questão de diversidade, quanto as inúmeras demissões que ocorreram no final do ano. Há também uma preocupação sobre a possibilidade dos menores aprendizes serem direcionados a fazer o trabalho dos bancários, o que a entidade não concorda.

 

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