Notícia atualizada em 26/11/25
Em assembleia realizada em 18 de novembro, no Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram, por unanimidade, a proposta de Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa.
A decisão da assembleia, soberana e incontestável, expressa de forma unânime a vontade dos trabalhadores. A Caixa precisa reconhecer essa deliberação e retomar imediatamente as negociações com as entidades que rejeitaram a proposta. Somente um diálogo direto e transparente poderá construir uma alternativa que de fato atenda aos interesses e à proteção dos usuários do Saúde Caixa.
Os trabalhadores representados pelos sindicatos do Maranhão e do Rio Grande do Norte também rejeitaram a proposta. A recusa se estendeu ainda a grandes bases da Contraf-CUT, como as de Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Retaliação
Em clara retaliação a aqueles que demonstraram insatisfação diante da proposta repleta de prejuízos, o banco enviou um ofício à Contraf-CUT informando que a manutenção do plano está condicionada à assinatura do aditivo ao ACT. “Nas bases sindicais que não formalizarem essa adesão, não será possível preservar o modelo vigente em conformidade com as disposições legais e normativas aplicáveis”, diz o documento.
Como já era de se esperar, a Contraf-CUT se limitou a reagir com passividade diante dessa represália, anunciando apenas que questionará “que tipo de assistência saúde a caixa pretende implementar” aos empregados que se opuseram ao aditivo. Além disso, informou que o novo ACT será assinado em 11 de dezembro e passará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026, com validade até 31 de agosto de 2026.
O Sindicato repudia veementemente a postura antidemocrática e vergonhosa da Contraf-CUT, que, além de divulgar a proposta como um “avanço” e uma “conquista” para os trabalhadores, fez um conchavo com o banco, apoiando a aprovação do aditivo antes mesmo de discutir amplamente com as bases. Em resposta, o Sindicato exigirá a abertura de uma mesa de negociação com a Caixa e reafirma seu compromisso de não permitir que os usuários do plano de saúde sejam prejudicados.

A assembleia foi conduzida pelos diretores Fred e Laura. O advogado da entidade, Sérgio Ribeiro, analisou pontos do aditivo

Diretor Emerson destacou os principais prejuízos da proposta apresentada pela CEF e criticou a postura da Contraf-CUT, que promoveu o aditivo como se fosse um “avanço” aos usuários do plano de saúde

