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Novos presidentes de BB e CEF devem cortar pessoal e privatizar setores

O presidente eleito Jair Bolsonaro já escolheu quem vai comandar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal em seu governo: os economistas Rubem Novaes e Pedro Guimarães, respectivamente.

No dia 21, uma reportagem da Folha de S.Paulo informou que Pedro Guimarães é um “especialista em privatizações”. Dois dias depois, o jornal O Globo estampou em sua capa a manchete: “BB e Caixa terão de cortar pessoal e privatizar setores”.

Paulo Guedes, que vai ocupar o Ministério da Fazenda no governo Bolsonaro, é um entusiasta das privatizações. Seu objetivo é vender o maior número possível de empresas públicas, ou então preparar as empresas públicas para a privatização.

O indicado para a presidência do BB já afirmou: “a orientação é eficiência, enxugamento e privatização do que for possível”. Especula-se que a primeira parte a ser vendida é a BB DTVM (gestora de fundos de investimento). Ele defendeu, ainda, a venda de ativos do banco na bolsa de valores (B3).

Já o indicado para a Caixa gera preocupação porque, além do seu discurso privatista (defende a venda da loteria, seguros e cartões), existe um conflito ético, já que ele é sócio do banco Brasil Plural, responsável pela reestruturação da Ecovix (empresa com dívida milionária com a CEF).

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, tanto o BB quanto a CEF são bancos sólidos, bem administrados pelo Estado e com ótimos resultados financeiros. A quem interessa a venda fatiada dos bancos públicos?

Na mesma semana em que saiu sua indicação, o novo presidente do BB, Rubem de Freitas Novaes, deixou claras suas intenções de “privatizar o que for possível”.

Recorte da capa do jornal O Globo do dia 23 denunciando que a prática de privatizar e de cortar pessoal dos bancos públicos será a tônica do governo Bolsonaro

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