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Sindicato dos Bancários e Financiários
de Bauru e Região

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Novo presidente do BB pretende acelerar o ritmo das privatizações

17/08/2020

Bancos: Banco do Brasil

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Na semana passada, o Banco do Brasil oficializou o nome de André Guilherme Brandão, como o novo presidente do banco. De acordo com informações do site InfoMoney, Brandão já era dado como certo havia cerca de duas semanas e sua nomeação foi considerada uma vitória para a ala “pragmática” do governo pelo seu perfil considerado bastante técnico.

Em sua carreira, Brandão permaneceu mais de dez anos no Citibank e depois foi para o HSBC, onde atuava desde 2003, como chefe global da instituição para as Américas. Em 2015, durante sua presidência e em meio à época em que o escândalo internacional Swiss Leaks, de sonegação fiscal e evasão de divisas, veio à tona, foi convocado para prestar esclarecimentos à CPI do Senado Federal que investigava movimentações suspeitas de brasileiros com contas na agência em Genebra do banco. Por diversas vezes ao longo da sessão, André Brandão enfatizou que a filial brasileira do HSBC não tinha dados a respeito.

De acordo com analistas do BB, o novo presidente poderá “ajudar a acelerar as vendas dos ativos não-essenciais do banco” e “reforçar a transformação no banco, dada sua experiência recente no HSBC”. Ou seja, Brandão, que foi indicado pelo ministro da economia Paulo Guedes, deve dar sequência à agenda pretendida pelo governo Bolsonaro, acelerando o ritmo das privatizações.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, se o Banco do Brasil já corria riscos durante a direção de Rubem Novaes, que falhou na missão de acelerar as privatizações e mesmo assim cedeu uma carteira de crédito de valor contábil de R$ 2,9 bilhões com um deságio de 90% ao BTG (banco fundado por Paulo Guedes), agora com Brandão, o perigo é ainda maior, pois como um homem “do mercado”, o novo presidente poderá tocar tranquilamente a agenda privatista do governo.

 

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