O movimento sindical se reuniu com o Banco do Brasil na última sexta-feira (31), para discutir sobre o Plano de Carreira e Remuneração (PCR), o Plano de Funções e as condições de trabalho dos funcionários.
Durante a reunião, o banco apresentou um panorama da estrutura de cargos, funções e salários em todo o país. No entanto, o levantamento não foi disponibilizado pela Contraf-CUT, o que limita uma análise mais aprofundada dos dados apresentados.
Veja as reivindicações apresentadas ao BB durante a negociação:
- Aperfeiçoamento do PCR, com critérios mais justos de progressão, valorização por mérito e atualização salarial;
- Revisão do Plano de Funções, incluindo reajuste dos adicionais, maior transparência nas atribuições, pagamento integral de substituições desde o primeiro dia e fim da lateralidade, que gera acúmulo de funções sem remuneração adequada;
- Incorporação gradual das comissões e gratificações ao Valor de Referência (VR) após dez anos de exercício;
- Ampliação do teletrabalho, permitindo mais adesões e aumento dos dias de trabalho remoto;
- Reforço das equipes nas agências para reduzir a sobrecarga causada pela diminuição do quadro de funcionários;
- Equiparação da remuneração do Banco do Brasil à praticada por outros bancos públicos federais;
- Valorização de cargos específicos, como atendentes da CRBB, assistentes da Diope e Cesup, assessores jurídicos;
- Efetivação como assistentes dos trabalhadores que atuam permanentemente como caixas.
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região defende que seja resgatado o Plano de Cargos e Salários/Plano de Cargos Comissionados para o funcionalismo. A proposta prevê o restabelecimento da progressão por tempo de serviço, com reajuste de 12% a cada três anos até que o trabalhador complete 20 anos de empresa. A partir do 21º ano, o reajuste passaria a ser de 16% a cada três anos.
A entidade também defende que o acesso às funções comissionadas ocorra por meio de concurso interno, garantindo critérios transparentes e igualdade de oportunidades, além da incorporação do valor da comissão ao salário.
Há anos, os funcionários do Banco do Brasil vêm sendo desvalorizados, enquanto muitos permanecem estagnados na carreira, apesar de demonstrarem competência, dedicação e plena capacidade para assumir novas atividades. Sem perspectivas reais de crescimento e reconhecimento, fica cada vez mais difícil manter a motivação, especialmente em um ambiente marcado por metas cada vez mais abusivas, sobrecarga de trabalho e adoecimento.

