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Governo Bolsonaro decide privatizar 100% dos Correios em um único leilão

06/07/2021

Foto Bolsonaro: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O governo Bolsonaro já decidiu como será o modelo de privatização dos Correios: 100% do capital da estatal será vendido, de acordo com o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord.

O secretário afirma que a estatal será vendida integralmente em um leilão tradicional, “com abertura de envelopes”. Portanto, o comprador levará ativos e passivos da empresa.

A decisão difere dos modelos de privatização da Eletrobras – que será privatizada por capitalização – e da BR Distribuidora, ex-subsidiária da Petrobras, que foi 100% privatizada em junho deste ano, após um processo que começou em julho de 2019, quando a Petrobras reduziu sua participação de 71% para 41% e, posteriormente, para 37,5%.

Na pauta

O Projeto de Lei 591/21, do Poder Executivo, que autoriza o processo de privatização dos Correios e quebra o monopólio da empresa nos serviços postais, foi colocado na ordem do dia desta terça-feira (6), pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). A proposta foi entregue ao Congresso em fevereiro pela equipe de Bolsonaro. Em abril, por 280 votos favoráveis e 165 contrários, a Câmara aprovou o regime de urgência do projeto.

Segundo o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), o relatório do deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA) está pronto e há um acordo com Lira para a votação do projeto nos próximos dias.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, o modelo privatista dos Correios planejado pelo governo Bolsonaro é ainda mais cruel do que o esperado. A obsessão do presidente e do ministro da economia, Paulo Guedes, em vender os patrimônios públicos do país não tem limite.

Nos últimos anos, os Correios vem sendo alvo de diversos desmontes que contribuíram para a entrega de suas “fatias” ao setor privado e, agora, Bolsonaro dá a última cartada para enterrar de vez a estatal, prejudicando os trabalhadores ecetistas e a população em geral, que será afetada pelo aumento nos preços e piora na prestação do serviço. Inaceitável!

 

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