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Dia Internacional da Mulher: a luta pelo fim da desigualdade e do feminicídio

12/03/2019

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Há anos mulheres de todo mundo lutam para que o Dia Internacional da Mulher, comemorado na última sexta-feira, dia 8, seja um dia de luta para desvendar os olhos da sociedade diante da imensa desigualdade, violência e preconceito em que as mulheres sobrevivem.

Flores e parabenizações são válidas, mas desde que venham de pessoas que respeitem de fato as mulheres.

De acordo com a Organização Mundial do Trabalho (OIT), a desigualdade entre homens e mulheres no trabalho quase não caiu em 27 anos. Em 2018, a probabilidade de uma mulher trabalhar foi 26% inferior que a de um homem, uma melhoria de apenas 1,9% com relação a 1991. As mais afetadas pela desigualdade são as mulheres com filhos menores de seis anos.

Segundo a OIT, a penalização da maternidade não se limita ao acesso a um emprego, mas segue as mulheres durante grande parte de sua trajetória profissional e dificulta suas possibilidades de chegar a postos de liderança. Nos bancos, a bancária que sai em licença-maternidade perde o direito ao vale-alimentação. Um absurdo!

Em 2018, somente no primeiro semestre, os cinco maiores bancos que atuam no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) gastaram R$ 1,6 bilhão em publicidade com propagandas que vendiam a imagem de respeito às mulheres. No entanto, nas agências, a realidade é extremamente diferente.

Na categoria bancária, as mulheres ocupam 49% do total de postos de trabalho e recebem, em média, salários 23% menores que os dos homens. Além da diferença salarial, há também a dificuldade de acesso aos cargos mais altos.

Em 2018, o Santander tinha 161 homens diretores e apenas 33 mulheres no mesmo nível de cargo. Nos cargos gerenciais, eram 655 homens e 234 mulheres. E isso em um banco que tinha em seu quadro 59% de mulheres. No Itaú, a diretoria tinha 94 homens e apenas 13 mulheres. Nos bancos públicos, a discriminação também foi escancarada: a diretoria estatutária do Banco do Brasil tinha 36 homens e apenas uma mulher. Na Caixa, só 7% dos cargos de dirigentes eram ocupados por mulheres no ano passado.

Além da desigualdade, a luta por respeito passa pelo fim do feminicídio, que teve aumento de 12% no último ano. Para o Sindicato, a ascensão de Bolsonaro e seu histórico machista podem ter sido incentivadores para a violência contra mulher aumentar.

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