O jornal Folha de S. Paulo publicou uma reportagem sobre a greve na Caixa Econômica Federal, destacando os depoimentos de empregados do banco, que relataram a situação do plano de saúde, principal motivo para a paralisação que já dura 18 dias.
Fred Santos, bancário da Caixa e diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, foi um dos entrevistados e destacou que os valores de reembolso oferecidos pela Caixa estão muito abaixo dos custos das consultas particulares. Isso faz com que muitos bancários precisem arcar com uma parcela significativa das despesas.
O diretor explicou ainda que a dificuldade e a demora para conseguir atendimento pela rede credenciada do Saúde Caixa, especialmente no interior paulista, levam funcionários a recorrer a consultas particulares quando precisam de atendimento médico. Ele também criticou a falta de transparência no processo de reembolso. As respostas às solicitações feitas pelo site costumam demorar e, em alguns casos, os funcionários sequer recebem retorno ou informações sobre a quem recorrer para solucionar os problemas.
Fred comentou ainda sobre as cobranças indevidas do plano de saúde. O Sindicato já recebeu diversas reclamações de funcionários que foram cobrados por materiais em quantidades superiores às que foram efetivamente utilizados durante o atendimento.
“A gente já ouviu vários relatos de pessoal que foi lá, tomar uma injeção no pronto-socorro, e na hora que vem a cobrança, vem uma caixa de agulha, uma caixa de luva, uma caixa de seringa. Eu usei uma, quer dizer que toda vez que eu vou lá o hospital tem que abrir uma caixa pra me dar uma injeção?”, questiona.
A reportagem entrevistou uma bancária que realizou uma tomografia cujo valor do exame era de R$ 705,42. No entanto, segundo a guia do serviço médico, a fatura apresentada incluía também R$ 1.913,75 em materiais e R$ 877,45 em medicamentos, elevando o valor total cobrado para R$ 3.496,62.
Em outro caso, uma funcionária da Caixa passou por um procedimento médico simples e utilizou apenas um curativo. Ainda assim, o plano de saúde foi cobrado em quase R$ 633,30 pelo uso de esparadrapo.
Veja a reportagem completa: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/bancarios-da-caixa-relatam-cobrancas-indevidas-altos-valores-e-pouca-transparencia-no-plano-de-saude-impasse-da-greve.shtml

