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Com novo programa, “VAI” ter mais demissões no Itaú

08/09/2022

Bancos: Itaú

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A implantação dos programas GERA, VAI e Evolui tem sobrecarregado ainda mais os funcionários do Itaú, que já sofrem com o aumento de metas.

Um dos itens do GERA é a contabilização do tempo de espera na fila. Em julho, para se adequar à legislação, o banco determinou, sem aviso prévio, que o tempo de fila não pode ultrapassar 15 minutos para atendimento no segmento IA e Emp; e 10 minutos para o seguimento Uniclass e Personnalité. No entanto, nesse mesmo tempo, os bancários precisam oferecer produtos para os clientes, inclusive nos caixas, o que demanda tempo.

Sendo assim, a mudança desse parâmetro tem prejudicado na performance dos funcionários, já que o bancário fica no impasse de ou cumprir tempo de fila, ou vender o produto.

Outro fato é que dentro do GERA, o gerente geral agência (GGA) e o gerente de agência (GA), poderão ganhar, a título de remuneração semestral, um valor determinado para cada cargo. Só que de acordo com denúncias, pouquíssimos gerentes conseguirão essa remuneração semestral, porque além de terem de atingir 1.200 pontos no programa mensal, ainda precisarão cumprir a porcentagem semestral exigida em cada item do programa que, em alguns deles, chega a 200%.

VAI

O Itaú também implantou um programa chamado VAI, que determina que os bancários devem fazer 30 contatos para clientes por dia. As ligações não completadas não são computadas. Dos 30 contatos, obrigatoriamente oito ligações devem ser efetivas e do total de oito, ao menos três precisam se converter na venda de algum produto. Para piorar, gestores têm ameaçado de demissão aqueles que não alcançam as metas do programa.

Evolui

No Evolui, os gestores avaliam os seus funcionários nas reuniões, baseados em eixos: X (vendas) e Y (a maneira como os colegas o avaliam). Com base nisso, os bancários são classificados em: “abaixo do esperado”, “dentro do esperado” e “acima do esperado”.

A pontuação máxima em cada um dos eixos é 5, mas o bancário é automaticamente classificado como “abaixo do esperado” se não tiver a certificação CPA, ou se o gestor “entender” que quer colocá-lo como abaixo do esperado, mesmo que pontue próximo de 5 nos eixos.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, o Itaú está cobrando dos seus empregados resultados inalcançáveis, através desses programas. Essa cobrança, muitas vezes caracterizada como assédio moral, somada ao acúmulo de função, tem levado muitos trabalhadores ao adoecimento e até mesmo ao pedido de demissão de seus cargos, por não suportarem mais tanta pressão. O Itaú, inclusive, é o banco que mais registra pedidos de demissão entre todas as instituições financeiras do país.

Inaceitável! Bancários não são vendedores, Itaú!

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