Enquanto os maiores bancos privados do país acumulam lucros bilionários trimestre após trimestre, os bancários enfrentam demissões injustificadas, fechamento de agências e sobrecarga de trabalho. Em dezembro passado, o Bradesco aprovou o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) complementares no valor de R$ 3,9 bilhões. Com isso, a remuneração total destinada aos acionistas alcança R$ 14,5 bilhões, considerando os valores já pagos e os ainda a serem distribuídos.
Contrastando esses resultados, apenas no terceiro trimestre de 2025 o banco demitiu 490 trabalhadores, totalizando 2.361 desligamentos no período de um ano, até setembro passado. No mesmo intervalo, fechou 109 agências em apenas três meses e 296 unidades ao longo de um ano em todo o país.
Seguindo a mesma lógica, o Santander anunciou a aprovação da distribuição de R$ 620 milhões em JCP, com pagamento previsto a partir de 5 de fevereiro deste ano. Ainda assim, no terceiro trimestre de 2025, o banco reduziu 2.171 postos de trabalho e fechou 157 “lojas” e postos de atendimento bancário (PABs).
Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Bradesco e Santander precisam reconhecer e valorizar quem realmente sustenta toda a sua lucratividade, ou seja, os trabalhadores. É inadmissível que, mesmo diante de resultados financeiros bilionários, esses bancos continuem promovendo a precarização das condições de trabalho e o aumento do desemprego. Em um ano de campanha salarial, fica ainda mais essencial intensificar a luta pela manutenção dos empregos, pela melhoria do ambiente de trabalho e pelo pleno respeito aos direitos garantidos pela CCT, para que a categoria não enfrente mais um período de retrocessos, desmontes e ataques aos seus direitos.

