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Bancos fecharam 9.463 postos de trabalho em 2019

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De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), reunidos pelo Ministério da Economia, em 2019, os bancos eliminaram 9.463 postos de trabalho. Somente em dezembro foram extintas 680 vagas.

Até setembro de 2019 (o lucro do quarto trimestre ainda não foi divulgado), os cinco maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) lucraram R$ 80 bilhões, aumento de 23,6% em relação ao mesmo período de 2018.

Mesmo lucrando bilhões, esses cinco bancos, que representam 90% do total de empregos no setor bancário, seguem como se não houvesse problema em demitir trabalhadores sem que outro seja contratado para a mesma função.

As consequências disso, são o aumento no número de desempregados, as filas cada vez maiores nas agências e os funcionários extremamente sobrecarregados.

Redução salarial
Desvalorizando os novos funcionários, em 2019, os bancos pagaram 36% menos de salário do que pagavam aos demitidos. Os 44.963 bancários desligados ganhavam em média R$ 7.138, já os 35.500 admitidos foram contratados ganhando R$ 4.564.

Além disso, no ano passado, os bancos aumentaram o abismo salarial entre as mulheres e homens. As mulheres foram contratadas ganhando 76% do salário dos homens admitidos.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, o Brasil segue sendo o paraíso dos banqueiros. Mesmo com a queda básica da taxa de juros, os bancos aumentaram os custos das operações de créditos para lucrar mais.

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