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Bancária do Bradesco recebe R$ 280 mil em acordo para quitar pedidos de 7ª e 8ª horas e de desvio de função

11/02/2019

Bancos: Bradesco

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No ano passado o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região processou o Bradesco por ele ter “promovido” uma funcionária sem pagar a ela sequer um centavo a mais.

A bancária em questão foi admitida pelo banco em agosto de 2011, como “escriturária”. Em dezembro de 2013 passou a exercer a função de “supervisora administrativa”, com jornada de oito horas. Depois, em maio de 2015, foi promovida a “gerente de contas PF” (pessoa física).

Desvio de função
Por fim, em abril de 2017 ela recebeu mais uma “promoção”: foi transferida para Boraceia (a 5o quilômetros de Bauru) para exercer a função de “gerente mix”, tendo de atender, além de pessoas físicas, também pessoas jurídicas (PJ).

Ela passou a viajar diariamente com seu veículo (já que não havia ônibus intermunicipal em horário compatível) e passou a ter mais atribuições.

No entanto, apesar da responsabilidade extra (lidar também com empresas) e dos gastos extras (de combustível e de tempo de viagem), a bancária continuou recebendo a mesma remuneração.

Essa situação gerou transtornos psiquiátricos à trabalhadora, que acabou tendo de se afastar para tratamento médico.

7ª e 8ª horas

O Sindicato também reclamou sobre o aumento da jornada da bancária a partir de 2013. Para a entidade, apesar da nomenclatura da função, ela não podia ser considerada como “de confiança” ou “de chefia”, uma vez que a bancária não detinha autonomia para tomar decisões, nem poder de representação e nem alçada para liberar operações de crédito. Também não podia admitir, demitir, transferir e nem tampouco promover os demais empregados.

Em resumo, a bancária não poderia ser enquadrada na exceção legal contida no § 2º do artigo 224 da CLT, que permite jornada superior a seis horas para os bancários em cargos de confiança.
Antes do julgamento dos pedidos, numa audiência, a bancária optou por aceitar um acordo no valor de R$ 280 mil para quitar os pedidos.

O Sindicato segue no combate contra os abusos do Bradesco.

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