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6º Congresso da CSP-Conlutas reuniu mais de mil delegados de todo o país

Representando o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, estiveram presentes os diretores Laura Xavier e Fred Santos

27/04/2026

O 6º Congresso da CSP-Conlutas, realizado entre os dias 18 e 21 de abril, contou com a participação de mais de mil delegados de todo o país, além de 299 observadores e uma delegação internacional formada por 37 representantes de 19 países. Representando o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, estiveram presentes os diretores Laura Xavier e Fred Santos.

O encontro reuniu trabalhadores de diversas categorias do setor público e privado, além de camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, integrantes de movimentos por moradia, aposentados, estudantes e ativistas. A diversidade dos participantes reforçou o caráter amplo e representativo do congresso.

Durante o evento, foi aprovado um plano de lutas que reafirma tanto reivindicações imediatas quanto históricas da classe trabalhadora, buscando ampliar a unidade nas lutas sociais em âmbito nacional e internacional.

Principais pontos do plano de lutas aprovado:

  • Realização de um ato forte e unitário no 1º de Maio, com caráter classista, internacionalista e independente de governos e patrões;
  • Luta contra as privatizações e contra a política do Arcabouço Fiscal;
  • Defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho;
  • Combate à precarização das relações de trabalho, como pejotização e uberização;
  • Campanha contra a violência às mulheres;
  • Fortalecimento das lutas do campo, da cidade e da juventude;
  • Defesa dos povos indígenas e combate à violência policial;
  • Intensificação da luta internacionalista, contra ofensivas imperialistas e o avanço da extrema direita;
  • Apoio à autodeterminação dos povos, incluindo a defesa da Palestina livre.

Mobilização dos bancários

Após o congresso, bancários ligados à CSP-Conlutas divulgaram uma carta pública em que parabenizam a atuação do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, bem como dos sindicatos do Rio Grande do Norte e do Maranhão, destacando o papel dessas entidades na defesa dos direitos da categoria.

O documento também reforça a necessidade de retomar a mobilização nacional dos bancários, que não realizam uma greve geral unificada desde 2016, em razão do conluio entre a Contraf-CUT e os banqueiros. Confira:

Nós, bancários (as) da CSP-CONLUTAS, reunidos de 18 a 21/abril em seu 6⁰ Congresso Nacional em São Paulo, nos dirigimos aos trabalhadores em bancos para uma reflexão e um chamado.

Apesar de sermos uma categoria com campanha salarial unificada, desde 2016 não fazemos uma greve geral nacional.

E motivos para greve não faltam: somos campeões em adoecimento laboral, enfrentamos péssimas condições de trabalho, sofremos todo tipo de pressões pelo cumprimento das metas, acarretando sofrimento cotidiano e adoecimento físico e mental. Trata-se de assédio moral institucionalizado pelos banqueiros e pelo governo Lula que comanda o Banco do Brasil, o BASA, o BNB e a Caixa, entregue ao Centrão. No Banrisul, o governo Eduardo Leite ataca os direitos dos bancários e o utiliza como moeda de troca. Todos implementando a política nefasta do lucro acima de tudo dos Bancos Privados.

A terceirização precariza e divide a luta dos que trabalham nos bancos. Nossos salários são ínfimos comparados ao lucro bilionário dos banqueiros. Sequer temos planos de saúde dignos custeados pelos banqueiros, sem falar em planos de cargos, carreira e salários e previdência complementar.

A CONTRAF-CUT, a quem estão filiados a maioria dos sindicatos de bancários, é a principal responsável pela situação negativa da categoria. Não está cumprindo o seu papel de defender, organizar e mobilizar pelos nossos direitos contra os bancos.

Isso causa profunda decepção e afastamento da base da categoria que não vê os dirigentes dos sindicatos próximos de sua realidade, nua e crua, tomando contato e abraçando as suas demandas.

Frente ao governo Temer, eles diziam: “a Dilma sofreu um golpe, a direita assumiu, tá difícil mobilizar.” Já com Bolsonaro: “A extrema-direita venceu, tem muita força no momento, as pessoas não querem se mobilizar.” Já com Lula 3: “É um governo progressista, favorável a nós; não podemos pressioná-lo demais, desgastá-lo.”

Saudamos três sindicatos de bancários – Maranhão, Rio Grande do Norte e Bauru – que sempre se colocaram ao lado dos direitos dos bancários, bem como a APCEF/RN, associação dos empregados da Caixa do Rio Grande do Norte.

Para a CONTRAF-CUT nunca é o momento! Seja em governos de esquerda, direita, de centro, ou da extrema-direita, sempre privilegiam acordos entre quatro paredes.

Esse cálculo político infeliz, não nos serve. Serve apenas para postergar o nosso sofrimento.

Os representantes eleitos dos funcionários em Conselhos de Administração, nos Conselhos de Usuários dos Planos de Saúde, na Previdência dos funcionários, devem ser os primeiros a cobrar das entidades sindicais que elas defendam e organizem, de forma intransigente, as nossas lutas.

Defendemos:

  • BB, Caixa, BASA, BNB e Banrisul 100% Públicos!
  • Contratação de funcionários, melhores condições de trabalho e reajuste real igual à rentabilidade dos bancos
  • Fim das demissões em massa nos bancos privados
  • Previdência dos funcionários controlada pelos participantes, sem ingerência política, com finanças saudáveis
  • Planos de Saúde para todos, sem distinções, custeado 70% pelos bancos e 30% pelos usuários
  • PLR: 25% do lucro dos bancos distribuído linearmente entre os trabalhadores
  • Punição e expropriação dos criminosos envolvidos nos rombos do BRB-Banco de Brasília e do Banco Master

A nossa campanha salarial está perto e 2026 é ano eleitoral. É um grande momento para lutar e conquistar! É hora de colocarmos as nossas demandas na mesa e pressionar os banqueiros e o governo Lula.

Bora construir o Encontro Nacional da Oposição Bancária! E chamar para o nosso encontro, representantes das categorias com campanha salarial no segundo semestre – Correios, petroleiros – e unificarmos ações e pautas. Chamamos pela greve nacional da categoria bancária em setembro para reverter a perda de direitos e conquistar novos!

Diretores Laura e Fred representaram o Sindicato no 6º Congresso da CSP-Conlutas

 

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