SEEB Bauru

Sindicato dos Bancários e Financiários
de Bauru e Região

CSP

Notícias

04/09/2018

Compartilhe:

Foram dois duros golpes numa só semana: a CUT/PT enterrou a campanha salarial dos bancários e o Supremo Tribunal Federal liberou a terceirização irrestrita.

De forma inacreditável, a Contraf/CUT aceitou já na mesa de negociação as propostas dos banqueiros e do governo Temer, sem defender um único dia de greve para tentar melhorar as pífias ofertas. Pior: nas assembleias, ignorou a vontade dos bancários e, de acordo com a ocasião, ou fazia a votação de todas as propostas juntas, ou fazia a votação em separado, sempre com o objetivo de beneficiar os bancos. Assim, os bancários terminaram com uma convenção coletiva bianual praticamente idêntica à CCT de 2016, sem avanços e sem sequer uma cláusula que proteja a categoria da terceirização!

As duas únicas novidades da convenção 2018/2020 são contrárias aos interesses dos bancários. A primeira delas é que a Contraf/CUT instituiu uma “taxa negocial” de 1,5% sobre o salário de setembro e de mais 1,5% sobre as duas parcelas da PLR, que será descontada compulsoriamente de todos os bancários (no português claro, um novo imposto sindical). A segunda novidade da CCT foi a criação de uma cláusula que coloca em cheque as ações de 7ª e 8ª horas, pois permite aos bancos descontar do valor da condenação judicial os valores que foram pagos a título de gratificação de função. Além disso, os bancários da Caixa também foram prejudicados, pois a Contraf/CUT aceitou incluir no acordo coletivo do banco que o atual modelo do Saúde Caixa seja mantido somente até 2021.

O segundo golpe, assim como o primeiro, também já era esperado. Depois de aprovarem um aumento salarial de 16,38% para eles mesmos (o que, com seus desdobramentos, resultará num gasto extra de R$ 7,15 bilhões no orçamento de 2019), os ministros do STF, em sua maioria (7 votos a 4), também aprovaram a liberação da terceirização. O julgamento da questão terminou na última quinta-feira, dia 30, e vale para as ações ajuizadas antes da aprovação da lei das terceirizações (Lei nº 13.429/2017), sancionada pelo presidente Michel Temer em 31 de março do ano passado.

É por tudo isso que o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região manifesta seu sentimento de luto. O atual momento do Brasil exige uma profunda reflexão de todos os trabalhadores e um posicionamento firme dos mesmos para dar um basta a todos os ataques de que estamos sendo vítimas.

Notícias Relacionadas

“BB + leve”: Banco avança com transformação de agências em lojas e coloca em risco vida de bancários e clientes

Banco do Brasil 24/06/2022

SEXTOU: ARRAIÁ DO SINDBAR É HOJE! ESPERAMOS VOCÊS!

24/06/2022

VOTE “NÃO” na consulta pública sobre retirada de patrocinador dos fundos de pensão

24/06/2022

Newsletter