O Banco do Brasil entrou em contato com o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região na tarde desta segunda-feira (21), para informar que consultou os órgãos reguladores e obteve autorização para efetuar o crédito da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nas bases que ainda não assinaram o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A expectativa é de que o Sindicato assine o ACT ainda nesta segunda-feira. Caso isso ocorra, o BB se comprometeu a realizar o crédito da PLR aos bancários de Bauru e região ainda hoje. O banco prevê ainda o abono da paralisação realizada no dia 20 de agosto e a compensação dos demais dias de greve até 31 de dezembro de 2026.
Foram seis dias de apreensão, insegurança e revolta tanto do Sindicato quanto dos bancários, que foram prejudicados pela conduta discriminatória do BB, que creditou a PLR no dia 16 de setembro aos trabalhadores em nível nacional, exceto às bases de Bauru, Maranhão e Rio Grande do Norte.
A Contraf-CUT divulgou agora a pouco que o BB “atendeu solicitações da Contraf-CUT” e garantiu o pagamento da PLR. O mérito, diferente do que ela está informando, na verdade é das ações judiciais que o Sindicato de Bauru, SEEB-MA e SEEB-RN ajuizaram contra o BB. Sem essa pressão judicial, o BB insistiria nesse capricho discriminatório e aprofundaria a crise de diálogo com as bases de oposição.
O Sindicato lamenta profundamente que tenha sido necessário recorrer ao Judiciário para que o Banco do Brasil e a presidenta Tarciana Medeiros finalmente reconhecessem aquilo que nunca deveria ter sido colocado como objeto de retaliação. A PLR é uma conquista histórica dos bancários e está diretamente relacionada aos resultados construídos pelo trabalho de milhares de empregados.
Paulo Tonon, bancário do BB e diretor do Sindicato, explica sobre o recuo do BB. Assista: www.youtube.com/sindicatobancariosbauru

