No dia 23, o movimento sindical participou da terceira rodada de negociação do acordo específico com o Banco do Brasil. Entre as principais reivindicações apresentadas estiveram a realização de um novo concurso público, o combate ao assédio moral decorrente de metas abusivas, medidas para enfrentar o adoecimento dos trabalhadores, o fim da precarização das condições de trabalho, a redução da sobrecarga enfrentada pelos funcionários da PSO e ações que garantam a sustentabilidade da Cassi e isonomia aos associados.
O último concurso público do Banco do Brasil foi realizado em 2022 e ofertou apenas 6 mil vagas. Na prática, esse quantitativo é insuficiente para atender às necessidades do banco, dos clientes e, principalmente, dos trabalhadores, que seguem atuando com um quadro de pessoal reduzido e enfrentando a consequente sobrecarga de trabalho.
Outro ponto debatido foi o adoecimento dos trabalhadores, consequência das metas abusivas e da crescente precarização das condições de trabalho. Em uma rotina marcada por cobranças excessivas, pressão constante e ameaças veladas, é inevitável que a saúde física e mental dos funcionários seja comprometida.
A situação dos trabalhadores da Plataforma de Suporte Operacional (PSO) também foi destaque nas negociações. Atualmente, esses funcionários têm assumido diversas atividades que extrapolam suas atribuições como caixas, o que resulta em acúmulo de funções e aumento da sobrecarga de trabalho.
Vale lembrar que a Federação Nacional dos Bancários (FNB), da qual o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região faz parte, defende a extinção da PSO e a manutenção da atividade de caixa em todas as agências do Banco do Brasil. A entidade também reivindica a preservação de todos os cargos de caixa executivo e o retorno desses trabalhadores às suas atribuições originais, sem qualquer desvio de função, inclusive a obrigatoriedade de realizar vendas nos guichês de caixa.
Cassi para todos!
Outro ponto defendido pelo movimento sindical foi uma solução urgente e definitiva para garantir a sustentabilidade da Cassi. Também foram reivindicadas a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na Cassi e na Previ, bem como a retomada do patrocínio da Cassi para os empregados admitidos a partir de 2018.
A Federação Nacional dos Bancários (FNB) defende que todos os funcionários do Banco do Brasil tenham acesso ao plano de saúde e à previdência complementar nas mesmas condições da maior parte do funcionalismo, garantindo isonomia de direitos para todos os trabalhadores.

