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BB anuncia nova reestruturação; Sindicato não permitirá transferências arbitrárias!

02/02/2026

Bancos: Banco do Brasil

Assista: www.youtube.com/sindicatobancariosbauru

No dia 27, o Banco do Brasil lançou mais uma reestruturação, batizada de “Talentos para Gerar Resultados – Rede 2026”. Segundo o banco, o programa prevê a criação de mais de 1.100 funções comissionadas. Especialistas em Atendimento e Negócios passarão a atuar em cerca de 700 Lojas BB que hoje não contam com gerência média, com o objetivo de garantir que 100% das unidades tenham ao menos dois comissionados. Além disso, 15 unidades de negócios serão transformadas em redes especializadas.

Entretanto, o que o BB não destaca é que, paralelamente, outras funções estão sendo extintas em diferentes agências. Ou seja, na prática, não há aumento real do número de funções comissionadas, mas apenas uma redistribuição que pode resultar em excedentes, deslocamentos forçados e descomissionamentos.

Na justificativa oficial, o banco afirma que a iniciativa faz parte de uma reorganização estratégica da rede, com foco na especialização do atendimento, ampliação dos canais digitais, redimensionamento das estruturas e abertura de oportunidades em funções comissionadas. O discurso, no entanto, ignora os impactos diretos sobre os trabalhadores, além de omitir o fato de que estão sendo criadas vagas de 8 horas em localidades pouco atrativas, em uma tentativa de suprir a falta de pessoal e a ausência de novos concursos públicos.

Exigências e certificações obrigatórias

Para participar do recrutamento interno pelo sistema DigiTAO, o banco estabeleceu uma série de pré-requisitos, com destaque para novas certificações obrigatórias. Durante o período de transição, entre janeiro e dezembro de 2026, empregados que hoje possuem CPA-10, CPA-20 ou CEA deverão migrar para a nova certificação CPA, que passa a ser requisito central para diversas funções.

A partir de janeiro de 2027, apenas a nova CPA será aceita para o exercício das funções do público-alvo. Veja:

  • Geral Geral – Varejo (empresa; pequena empresa; microempresa; personalizado agro; personalizado pessoa física: CPA 10 / CPA → CPA 20 / C-PRO R → CPA + C-PRO R
  • Geral e Ger. Relacionamento – Geinv: CEA / C-PRO R + C-PRO I → CEA / C-PRO R + C-PRO I → CPA + C-PRO R + C-PRO I
  • Geral e Ger. Relacionamento – Alta Renda: CPA 20 / C-PRO R → CPA 20 / C-PRO R → CPA + C-PRO R
  • Ger. Relacionamento (Carteira) – Varejo (empresa; pequena empresa; microempresa; personalizado agro; personalizado pessoa física: CPA 10 / CPA → CPA 20 / C-PRO R → CPA + C-PRO R
  • Ger. Relacionamento (Atendimento) – Varejo: CPA 10 / CPA → CPA 10 / CPA → CPA
  • Especialista de Atendimento e Neg. UN – Leve: Sem exigência → CPA 20 / C-PRO R → CPA + C-PRO R
  • Especialista de Atendimento e Neg. UN: Sem exigência → CPA 10 / CPA → CPA
  • Assistentes – Varejo e Alta Renda: Sem exigência → CPA 10 / CPA → CPA
  • Assistentes – Geinv: CPA 20 → CPA 20 / C-PRO R → CPA + C-PRO R

Alerta!

O BB afirma que haverá oportunidades suficientes de lateralidade ou ascensão no mesmo município para comissionados que eventualmente fiquem excedentes em unidades impactadas pelos ajustes de quadro. Contudo, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região alerta que experiências anteriores demonstram o contrário, com deslocamentos forçados e descomissionamentos.

Para a entidade, trata-se de uma reestruturação que pouco tem de valorização profissional e muito de intensificação do trabalho. Mais uma vez, o Banco do Brasil optou por ignorar o diálogo com o movimento sindical e com os próprios empregados, impondo mudanças de forma unilateral, sem transparência e sem negociação.

A principal preocupação se concentra no período a partir de 27 de fevereiro, quando circulam, internamente, indícios de que o banco poderá promover transferências arbitrárias, de acordo com seus próprios interesses, desconsiderando a vida pessoal, familiar e a saúde dos trabalhadores.

O Sindicato deixa claro que não aceitará redução salarial, coerção, assédio, ameaças veladas, transferências arbitrárias ou qualquer prática que viole a voluntariedade dos empregados. A entidade seguirá mobilizada na defesa dos direitos, exigindo prioridade de alocação no mesmo município, metas reduzidas no período de transição e, sobretudo, respeito aos limites de cada trabalhador.

Sem essas garantias, a chamada Rede 2026 corre o risco de se transformar em mais um capítulo de adoecimento, insegurança e perda de direitos. Aliás, a nova reestruturação escancara que Tarciana Medeiros, presidente do BB, vem conduzindo a instituição como se fosse um banco privado, priorizando metas e resultados em detrimento do funcionalismo e do papel público do banco. Incoerente!

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