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Sindicato denuncia Santander ao MPT por práticas irregulares contra empregados

11/03/2024

Bancos: Santander

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região denunciou  o Santander ao Ministério Público do Trabalho (MPT) pelos graves e reiterados atos de assédio moral contra os empregados da instituição. A denúncia se baseou, sobretudo, no caso de uma bancária que está adoecida e, mesmo diante da incapacidade de retornar ao trabalho, teve seu atestado médico rasgado, a mando do Santander.

Entenda

A bancária foi demitida imotivadamente pelo Santander em 2017. Com auxílio do Sindicato, buscou na Justiça sua reintegração, em razão de ter desenvolvido doença ocupacional.  Cinco anos depois, o banco foi condenado a restabelecer seu emprego.

“Retorne Bem”

Pouco tempo após voltar ao trabalho, as cobranças abusivas do Santander levaram a bancária novamente ao adoecimento, sendo necessário seu afastamento. Para piorar, meses depois, o banco a inseriu – forçadamente – no programa “Retorne Bem”, com a promessa de colocá-la inicialmente em home office. No entanto, as promessas não foram cumpridas e o banco nem mesmo forneceu os equipamentos necessários ao trabalho remoto, contrariando a necessidade de readaptação gradual e o estado de saúde debilitado da bancária.

Em decorrência disso, ela precisou ser afastada novamente e, desde então, em total descaso e negligência perante a situação, o Santander tem  ignorado recomendações médicas, chegando até mesmo a manipular resultados de exames médicos para que ela retorne ao emprego.

ASO 

No final do ano passado, o Santander agendou exame médico de retorno junto a uma clínica parceira. Inicialmente, a médica emitiu o ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), constatando a inaptidão da empregada. Contudo, em uma atitude completamente absurda, o banco ordenou o descarte do ASO (veja foto ao lado) e a emissão de um novo, atestando sua aptidão.

MPT 

Na denúncia ao MPT, o Sindicato solicita, principalmente, que seja instaurado inquérito para apurar o caso; seja assegurada a garantia de não retaliação aos envolvidos; e que o Santander revise o “Retorne Bem” e a sua implementação, assegurando condições adequadas de retorno ao trabalho aos funcionários afastados por motivos de saúde, conforme previsto na legislação trabalhista e previdenciária.

Chega de assédio!

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