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Sindicato dos Bancários e Financiários
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5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente: data para reflexão e ação

10/06/2021

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Para o Brasil, o Dia Mundial do Meio Ambiente representa uma data de conscientização e de luta, sobretudo frente às atuais políticas praticadas pelo governo Bolsonaro, que deu o comando do Ministério do Meio Ambiente a Ricardo Salles, que está sendo investigado por suspeita de atrapalhar fiscalizações ambientais.

No decorrer da nossa história percebemos que ainda permanecemos colônia de exploração: o desmatamento segue desenfreado em proporções homéricas, tendo na linha de frente um ministro do meio ambiente que defende madeireiros. Agrotóxicos que foram banidos de diversos países, tamanha sua toxicidade, aqui têm o aval e, se duvidar, até recomendação de uso.

A degradação segue forte, quer seja na terra ou nas águas de nossos rios e oceano, atingindo solo, plantas, animais e pessoas. Até mesmo as gerações que estão por chegar poderão já estar impactadas; pela primeira vez, cientistas encontram microplásticos em placenta humana.

Enquanto isso, o governo brada a soberania e segue exaurindo recursos naturais, promovendo discordância com aquilo que tem o reconhecimento mundial, escarniando a comunidade cientifica e proliferando a alienação com justificativas incoerentes. Uma economia não conseguirá se sustentar em cima de um mundo dilapidado e adoecido!

Desse modo, para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, essa data não tem cunho comemorativo, mas de muita reflexão, conscientização e ação para que alterações ocorram e não se limitem ao âmbito pessoal, mas sobretudo no político.

Ricardo Salles investigado

O ministro do Meio Ambiente está sendo investigado pela Polícia Federal por suposta facilitação para exportação ilegal de madeira para os Estados Unidos e Europa. As investigações começaram em janeiro, depois que a embaixada dos Estados Unidos informou a PF que três cargas de madeira do Brasil pertencentes à empresa Tradelink foram apreendidas no Porto de Savannah, no estado da Geórgia, por problemas de documentação.

O delegado da PF Alexandre Saraiva, ex-superintendente no Amazonas, já afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que as provas contra Ricardo Salles e o presidente do Ibama, Eduardo Bim, são “claríssimas”. Disse ele: “Tudo o que tinha que se provar, está provado. Os laudos estão prontos. São laudos contundentes. Está tudo ali.”

Saraiva apresentou notícia-crime contra Salles no Supremo Tribunal Federal (STF) e pouco tempo depois acabou exonerado do cargo. A Operação Akuanduba, autorizada pelo STF, apura supostos crimes cometidos pelo ministro do Meio Ambiente e outros servidores que ocupam cargos de confiança em órgãos ambientais.

Além disso, Salles faz parte de um inquérito civil do Ministério Público de São Paulo. Em novembro de 2019, a Justiça de São Paulo determinou uma auditoria que quebrou o sigilo bancário do atual ministro do Meio Ambiente. O relatório dessa auditoria revelou que Salles movimentou em sua conta corrente R$ 4,57 milhões entre o final de outubro de 2014 e dezembro de 2017.

O objetivo da promotoria é apurar suposto enriquecimento ilícito na época em que Ricardo Salles fez parte do governo de Geraldo Alckmin, em São Paulo. Para os promotores, seus ganhos podem ter chegado a R$ 7,4 milhões ao longo de cinco anos. Por isso, pediram também a quebra dos sigilos do escritório de Salles.

De março de 2013 a novembro de 2014, Salles foi secretário pessoal de Alckmin, e entre julho de 2016 e agosto de 2017 ocupou o cargo de secretário estadual de Meio Ambiente. A remuneração média dos cargos era de R$ 18 mil.

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