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Caixa segue irredutível e não atende nenhuma das reivindicações durante negociação

12/05/2021

Bancos: Caixa Econômica Federal

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A Caixa Econômica Federal, mais uma vez, seguiu seu posicionamento irredutível e não atendeu nenhuma das reivindicações dos bancários, durante a mesa de negociação realizada na terça-feira (11) com representantes dos empregados.

O primeiro tema debatido na negociação foi a questão da PLR Social 2020, onde os empregados não receberam o equivalente à 4% do lucro líquido, como previsto no Acordo Coletivo de Trabalho. A Caixa afirmou que o pagamento da PLR foi em “reconhecimento a toda dedicação dos empregados em 2020” e alegou que o ACT teria sido integralmente cumprido, excedendo até o que estava previsto na resolução 10/1995 da Comissão de Empresa dos Empregados da Caixa (CCE).

Em resposta às alegações da Caixa, a comissão argumentou que não houve o devido reconhecimento e valorização aos empregados no pagamento da PLR, e voltou a reivindicar que o banco pague a diferença da PLR Social respeitando a Lei 10.101/2000 e a negociação coletiva, afinal, o ACT ressalta que a Caixa não se enquadra na limitação de 25% dos dividendos definida pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), mas sim na limitação definida no próprio acordo que é de 15% do lucro líquido ajustado.

Falta não justificada

A aplicação da falta não justificada aos empregados que participaram da paralisação realizada no dia 27 de abril, em protesto contra a privatização do banco e em defesa da vacinação da categoria, também foi discutida na negociação.

A Comissão ressaltou que além de aplicar falta não justificada, houve casos da Caixa perseguir alguns trabalhadores que estavam em teletrabalho. Sem qualquer justificativa, o banco suspendeu o home office desses empregados e determinou que eles deveriam voltar ao trabalho presencial.

Apesar do banco ingressar com pedido de Tutela Cautelar Antecedente no Tribunal Superior do Trabalho (TST), alegando que a paralisação era abusiva, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Maurício José Godinho, indeferiu o pedido, garantindo o direito de greve aos trabalhadores.

No entanto, mesmo com a negativa do ministro do TST e com a reivindicação da Comissão para que as faltas fossem anuladas, a Caixa manteve seu posicionamento inicial.

COVID-19

A CEE também cobrou o cumprimento e melhoria dos protocolos de prevenção, saúde e segurança contra a Covid-19, ressaltando que a Caixa tem deixado de aplicar as medidas a troco do atingimento das metas nas unidades, e que o banco não aproveitou os dados obtidos com a aplicação da testagem em massa feita nos empregados em outubro para aprimorar os protocolos de prevenção.

Sendo assim, os representantes dos empregados voltaram a cobrar: o retorno do rodízio nas agências; melhoria dos sistemas; manutenção do home office; foco no atendimento e não nas metas; higienização adequada; pagamento das horas extras, que tem aumentado a sobrecarga de trabalho quando é realizada a compensação; e a priorização dos empregados no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Sobre a higienização adequada nas agências que tiveram casos suspeitos e confirmados de Covid-19, o banco alegou que os produtos de limpeza que são utilizados são homologados pela Anvisa para eliminar o coronavírus do ambiente, e afirmou que vai reforçar o comunicado às unidades.

Com relação ao atendimento nas agências, a orientação do banco é para que somente os serviços essenciais sejam realizados. Sobre metas de visitação, em especial para os gerentes PJ, o ponto ainda será esclarecido. Já a respeito do retorno presencial de empregado do grupo de risco, a Caixa nega qualquer orientação do tipo.

Finalizando a discussão desse tema, o banco se comprometeu a agendar, ainda este mês, uma reunião para tratar especificamente dos protocolos contra a Covid-19.

Vacinação H1N1

Sobre a vacinação H1N1, o banco não trouxe novidades aos empregados e voltou a afirmar que a campanha de vacinação contra a gripe está em processo de licitação. Como já havia informado anteriormente, o empregado que quiser antecipar a vacina em clínicas e laboratórios pode solicitar reembolso até 30 de julho. Para isso, a vacinação deve ser ministrada entre 1 de março a 30 de junho deste ano. O valor do reembolso será feito pela conta salário e é limitado a R$ 95,00 ou ao valor pago, o que for de menor valor.

Ao ser questionada sobre a exclusão dos aposentados da campanha, a Caixa explicou que a vacina é destinada aos empregados da ativa como medida de prevenção relacionada à saúde e segurança do trabalho.

Home office

Os representantes dos trabalhadores também questionaram o banco sobre a minuta da proposta de teletrabalho. A Caixa, por sua vez, disse que ainda não há uma data para apresentação, pois estaria “em tratativas internas”.

Finalizando a mesa de negociação, a Comissão reiterou a necessidade da Caixa de contratar mais empregados e solicitou a ampliação do prazo para obtenção do CPA-20 pelos GGRs. Sobre o último tema, o banco pediu que fosse encaminhado ofício para tratativas.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a direção da Caixa continua demonstrando descaso aos empregados, ao não acatar as reivindicações desses trabalhadores que estão há mais de um ano enfrentando as grandes adversidades do atendimento durante a pandemia de coronavírus. A falta de reconhecimento, a desvalorização, a perseguição e a exposição ao risco de contágio imposta diariamente pelo banco são inaceitáveis!

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