, 22 de outubro de 2017
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Sindicatos pelegos fazem assembleias para aprovar novo "imposto sindical"


11/10/2017
Bancários na Luta, edição 9

Como bem sabem todos os trabalhadores brasileiros, o imposto sindical foi extinto pela nova lei trabalhista, a Lei nº 13.467, de 13 de julho deste ano.

Ocorre que, no último dia 2, uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informou que "sindicatos das principais centrais sindicais do País estão aprovando em assembleias a manutenção da cobrança do imposto sindical ou a criação de novas contribuições antes mesmo de o governo Michel Temer editar medida provisória para regulamentar a matéria".

Segundo a reportagem, "os sindicatos querem arrecadar o dinheiro de todos os trabalhadores e não apenas de seus sócios, tanto no caso da manutenção do imposto quanto na das novas contribuições, chamadas de assistencial ou negocial".

Já aprovaram as novas cobranças três sindicatos: o dos metalúrgicos de São Leopoldo (RS), filiado à CUT, o dos metalúrgicos de São Paulo, filiado à Força Sindical, e o dos têxteis de Guarulhos, filiado à CSB.

A contribuição decidida pelos metalúrgicos de São Paulo, por exemplo, representa 1% do que o trabalhador ganha em um ano, ou seja, o equivalente a 3,5 dias de trabalho. É mais do que o antigo imposto sindical, que equivalia a um dia de salário!

Representantes do Ministério Público do Trabalho já disseram que essas novas cobranças são ilegais e vão acabar caindo na Justiça.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região acredita que é possível sobreviver sem o imposto sindical e seus derivados, tanto que há décadas devolve o dinheiro do imposto obrigatório cobrado em março e continua sobrevivendo somente através das contribuições de filiação e de eventuais ganhos judiciais.

Pesquisa recente mostrou que, em média, apenas 19% dos trabalhadores são filiados a sindicatos. Esse baixo índice é fruto da inexistência do trabalho de base (visitas semanais a locais de trabalho, jornal específico para a categoria, diretores sem salário extra da entidade etc.).

Os trabalhadores precisam reconhecer as entidades sérias, que não veem o sindicalismo como meio de vida.

"Fundão"

O trabalhador brasileiro está cercado. Além de sindicalistas que tentam tomar dinheiro até de quem não quer se associar a sindicatos, ainda há os políticos, que aprovaram o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. 



O "fundão" será abastecido por 30% do valor total das emendas parlamentares de bancada previstas para 2018 e ainda por recursos equivalentes à compensação fiscal que era dada até agora às emissoras de rádio e TV pela veiculação da propaganda eleitoral. O fundo terá cerca de R$ 2 bilhões para 2018.

Além disso, os políticos terão à disposição o chamado fundo partidário, que já existe e terá, em 2018, cerca de R$ 850 milhões. O resultado é um caixa de quase R$ 3 bilhões para ser usado nas eleições.


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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